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Com incentivos e fortalecimento do setor privado, mercado andino chegou a absorver cerca de metade das exportações acreanas

07 Abril, 2026

O estudo “Da fronteira ao Pacífico: o Acre no corredor comercial andino”, elaborado pelo Fórum Empresarial do Acre com apoio do Sebrae, no final de março, apontou que o estado, nos últimos anos, tem se destacado por sua proximidade com o Pacífico e por fazer fronteira direta com os dois mercados que concentram quase toda a sua relação andina: Peru e Bolívia.

O estudo aponta que a posição geográfica, por si só, não assegura integração. Ela oferece uma vantagem potencial que só se converte em valor econômico quando é acompanhada por rotas viárias eficientes, operação aduaneira regular e uma oferta exportadora capaz de manter a continuidade.

Entre 2019 e 2025, Peru e Bolívia responderam por 99,12% do fluxo comercial do Acre com os países andinos. O Peru sozinho concentrou 79,98% desse total, enquanto a Bolívia representou 19,15%. A ligação evidencia que essa relação deixou de ser periférica para se tornar estrutural na economia local.

Avanços no mercado

O secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict), Assurbanipal Mesquita, atribui o crescimento das exportações acreanas a um conjunto de ações estruturantes adotadas pelo governo estadual. Segundo ele, o primeiro fator decisivo foi o fortalecimento do agronegócio comercial, que ampliou a produção de milho e soja e agora avança sobre o café e outras culturas.

“Essas matérias-primas são fundamentais para viabilizar cadeias industriais exportadoras, como a de proteína suína. A Dom Porquito, por exemplo, hoje consome milho e soja produzidos no estado com custo menor do que antes”, destacou.

Outro ponto citado pelo secretário é o trabalho do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf-AC), que garantiu ao Acre o status internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, certificação obtida por apenas cinco estados brasileiros.

“Esse reconhecimento colocou o Acre no mapa internacional da proteína animal e atraiu o interesse de diversos países. Recentemente, uma missão das Filipinas esteve no estado para conhecer e credenciar indústrias locais”, afirmou.

Mesquita também ressaltou as ações de promoção comercial conduzidas pela Seict, com participação em feiras internacionais, rodadas de negócios e programas de incentivo fiscal, além da concessão de áreas para instalação de indústrias. “Esse ambiente favorável já estimulou mais de R$ 400 milhões em investimentos privados”, disse.

Apesar dos avanços, a logística ainda é um dos principais desafios. O secretário cita a necessidade de ampliar o uso do Porto de Xangai, melhorar a estrutura das alfândegas e concluir o anel viário de Brasileia, obra sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Ele informou que o governo participa, nesta semana, de uma missão para conhecer um modelo de alfândega integrada que pode reduzir custos e tempo de operação.

Logística e incentivos

A BR-317 é a principal via de ligação do Acre com o Pacífico. Ela conecta Rio Branco a Assis Brasil e, a partir de Iñapari, integra o estado à malha rodoviária peruana. Já a BR-364 organiza o fluxo interno e sustenta a conexão entre a capital, os municípios do leste e os corredores de saída do comércio exterior.

Mesquita reconhece que a pauta exportadora do Acre ainda é concentrada, principalmente em proteína animal, soja e castanha in natura, e afirma que a diversificação será prioridade em 2026.

“Estamos iniciando um diagnóstico para identificar indústrias com potencial exportador e apoiá-las na regularização e certificação. Produtos como açaí, mandioca, farinha, itens da biodiversidade e o próprio café podem ampliar a participação de pequenas indústrias no comércio exterior”, explicou.

O secretário também destacou o potencial do Acre como hub logístico para importação de produtos asiáticos. “Estamos trabalhando na formação de empresas e comerciantes para aproveitar oportunidades de compra no mercado internacional e revenda no Brasil. O Polo Logístico é parte central dessa estratégia”, concluiu.

Mercado consolidado

Depois de um período de oscilações até 2023, o fluxo comercial do Acre ganhou força em 2024 e se mantém em patamar elevado em 2025, impulsionado principalmente pelas exportações. Parte desse avanço fica evidente quando se compara a participação do estado no comércio brasileiro com Peru e Bolívia, considerando apenas os produtos em que o Acre de fato atua.

O movimento confirma que a fatia acreana ainda é pequena no cenário nacional, mas cresce de forma consistente em nichos específicos, sobretudo no mercado peruano.

Além das carnes suínas e da castanha, a pauta exportadora inclui, com alguma regularidade, milho em grão, pernis suínos congelados, preparações para alimentação animal e outros itens de menor volume.

Mesmo assim, a concentração permanece alta, o que torna o desempenho mais vulnerável a oscilações de preço, demanda e condições logísticas.

No comércio com o Peru, duas cadeias dominam com folga: castanha com casca e carne suína. Já na relação com a Bolívia, a castanha também lidera, mas em escala menor e dentro de uma pauta mais fragmentada.

Entre o mapa continental e as discussões geopolíticas, emerge o ponto mais concreto do desafio: o corredor que conecta Rio Branco à faixa de fronteira e, dali, à continuidade rodoviária rumo ao Pacífico, eixo que sustenta a integração comercial do Acre com os países andinos.

De forma geral, o estudo reforça que o Acre já está inserido no comércio andino, mas ainda possui amplo espaço para crescer. O fortalecimento das cadeias produtivas, aliado à melhoria da logística e à ampliação da infraestrutura, pode transformar o estado em um elo estratégico entre o Brasil e o Pacífico.

“Vamos concentrar esforços na implantação de empresas importadoras. É uma oportunidade real para o comércio acreano. A ideia é transformar o Acre em uma porta de entrada de produtos importados para o Brasil e permitir que nossos empreendedores lucrem com essa atividade. É uma grande chance de ampliar negócios e gerar renda”, afirma o secretário.

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